A puberdade traz a primeira menstruação, as primeiras mudanças visíveis no corpo, e quase nenhuma informação sobre o que está realmente a acontecer por dentro. Esta fase devia ser uma oportunidade para criar uma relação saudável com o próprio corpo, e muitas vezes é o oposto.

O que muda nesta fase

Para além das mudanças hormonais e do início do ciclo menstrual, o corpo está também a desenvolver a sua relação com a dor, o desconforto e a privacidade. Cólicas intensas, por exemplo, são frequentemente tratadas como "normais", quando merecem a mesma atenção que receberiam em qualquer outra fase da vida.

Porque a educação pélvica importa desde cedo

Ensinar uma rapariga a reconhecer o que é dor normal e o que não é, a perceber como funciona o seu próprio ciclo, e a sentir-se confortável a falar sobre o seu corpo, constrói uma base para toda a vida adulta. A falta desta educação é, muitas vezes, a razão pela qual tantas mulheres só procuram ajuda décadas depois de sintomas terem começado.

Quando a fisioterapia pélvica pode ajudar nesta fase

Cólicas muito intensas, dificuldade em usar absorventes internos, ou desconforto persistente podem beneficiar de avaliação, sempre com sensibilidade e adaptada à idade. Não se trata de medicalizar a puberdade, mas de garantir que o desconforto não é simplesmente ignorado.

Um investimento a longo prazo

Criar este espaço de conversa e cuidado desde a adolescência é um dos investimentos mais valiosos que se pode fazer na saúde futura de uma mulher, e é exatamente o que gostaríamos que mais raparigas tivessem tido oportunidade de viver.

Nunca é cedo demais para começar a conhecer o teu corpo.

Marcar a minha primeira consulta