Quando a dor pélvica já dura mais de seis meses e parece não ter explicação clara, é fácil sentires-te perdida, sobretudo se já fizeste vários exames sem resposta. A dor pélvica crónica é real, tem causas identificáveis na maioria dos casos, e tem tratamento.
O que conta como dor pélvica crónica
Dor na zona baixa do abdómen, na pélvis ou na região lombar que persiste por mais de seis meses, independentemente da intensidade. Pode estar presente todos os dias ou surgir em episódios, e muitas vezes piora com determinadas posições, atividades ou fases do ciclo.
Porque é tão difícil de diagnosticar
A dor pélvica crónica raramente tem uma única causa. Pode envolver fatores ginecológicos, como endometriose, fatores musculoesqueléticos, como tensão no pavimento pélvico, fatores digestivos e até urinários, tudo a sobrepor-se. É por isso que tantas mulheres passam por vários exames sem uma resposta definitiva.
O papel da fisioterapia pélvica
Mesmo quando existe uma causa médica de base, a tensão muscular crónica que se desenvolve como resposta à dor pode tornar-se, ela própria, uma fonte adicional de sofrimento. A fisioterapia pélvica trabalha diretamente nessa componente muscular, frequentemente trazendo alívio mesmo quando outros tratamentos não foram suficientes sozinhos.
Não precisas de mais um "está tudo bem nos exames"
Se já ouviste essa frase sem que a dor tenha desaparecido, sabe que não estás a imaginar nada. Vale a pena uma avaliação que olhe especificamente para o pavimento pélvico, uma peça que muitas vezes fica fora dos exames de rotina.
A dor crónica tem causa, e a causa tem tratamento.
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